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Cubo da roda de moto

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Cubo da roda por moto

Uma amostra das motos mais comuns. Para a sua, use “Qual é a sua moto?” no alto da página ou a busca.

Cubo da roda de reposição por modelo

Cada página reúne os códigos de reposição da peça para o modelo, separados por versão e ano.

O que é o cubo da roda e o que ele faz na sua moto

Pense no cubo como o miolo da roda. Do lado de dentro, ele abriga os rolamentos, que precisam ficar justos no alojamento. Do lado de fora, segura os raios ou os braços da roda, o freio e, na roda traseira, a coroa. É um ponto de muito esforço concentrado: cada frenagem, cada buraco e cada arrancada passam por ali.

Cubo dianteiro e cubo traseiro são peças diferentes, e dentro de um mesmo modelo podem mudar entre versões de freio a tambor e a disco. Por isso a compra é sempre pela posição e pela aplicação exata. Como o cubo segura a roda e o freio, qualquer trinca ou folga nele é assunto de segurança.

Sinais de problema no cubo da roda da sua moto

Parte dos sinais vem do próprio cubo, como trinca e alojamento gasto. Outra parte vem das peças presas a ele: tambor, coxins e porta-coroa.

  • Folga mesmo com rolamento novo. Rolamento que entra no cubo com a mão, sem precisar de prensa, indica alojamento com medida aumentada. Esse cubo não segura o rolamento como deveria, e a folga na roda volta.
  • Trinca no cubo. Limpe bem e procure linhas finas perto dos furos dos raios, da flange do disco e da borda do tambor. Pancada forte ou raios mal tensionados podem rachar o cubo. Trinca é motivo de troca.
  • Furos dos raios alargados. Se o raiador ajusta a roda e ela volta a desalinhar, ou se os raios quebram sempre na mesma região, os furos do cubo podem estar deformados. Nesse caso, só trocar raio não resolve.
  • Ruído e calor no centro da roda. Rolamento ruim faz barulho e aquece. Se ninguém trocar a tempo, ele pode girar no alojamento e estragar o cubo. Barulho na roda é motivo para revisão rápida.
  • Corrosão avançada. Pó branco em cubo de alumínio, ferrugem em cubo de aço e pintura soltando em placas mostram corrosão. Quando ela chega aos alojamentos dos rolamentos ou aos furos dos raios, a resistência fica comprometida.

Cubo da roda: o que olhar no balcão

O cubo da roda é peça da posição e da versão. Cubo dianteiro e cubo traseiro são diferentes, e o tipo de freio muda o cubo dentro do mesmo modelo.

  • Cubo da roda, não cubo de embreagem. Muita busca por cubo cai em cubo de embreagem e kit cubo e platô, que não têm nada a ver com a roda. Leia a descrição com atenção antes de comprar.
  • Dianteiro ou traseiro. O cubo traseiro de moto com corrente tem cavidades para os coxins e encaixe do porta-coroa. O dianteiro não. São peças sem troca entre si.
  • Freio a tambor ou a disco. Informe o tipo de freio da roda que está consertando. Cubo de tambor não aceita disco, e cubo de disco não tem onde trabalhar a lona.
  • Rolamentos e retentores. Cubo novo com rolamento velho é economia mal feita. Compre rolamentos e retentores pela aplicação e instale com a ferramenta certa.
  • Compare com a peça antiga. Ponha o cubo novo ao lado do antigo e compare largura, diâmetro dos alojamentos, flange do disco ou tambor e encaixes. Diferença pequena vira roda torta ou freio raspando.
  • Procedência e acabamento. Cubo é peça fundida que segura roda e freio. Prefira fabricante identificado, superfície sem bolhas nem rebarbas e alojamentos bem usinados. Exija nota e garantia.

Como é feita a troca do cubo da roda da sua moto

Na roda de liga, o cubo faz parte da roda; na raiada, ele é trocado sozinho. Em qualquer caso, a sequência geral é esta.

  1. Confirmar o diagnóstico. Antes de condenar o cubo, o mecânico descarta rolamento gasto, espaçador errado e eixo empenado. Com a roda fora, mede o alojamento e procura trincas.
  2. Retirar a roda e o pneu. Com a moto apoiada e a roda livre, sai a roda inteira. Na bancada, sai o pneu e as peças presas ao cubo, como disco, porta-coroa e coxins.
  3. Instalar rolamentos no cubo novo. Os rolamentos novos entram com prensa ou batedor apoiado na pista externa, com a bucha interna no lugar. Retentores novos fecham os lados.
  4. Transferir disco, coroa e coxins. Cada peça volta na posição certa. Parafuso de disco não é parafuso comum: segue torque e trava indicados pelo fabricante.
  5. Montar pneu e balancear. O pneu volta no sentido certo, com câmara e fita do aro em bom estado ou válvula nova, conforme a roda. Depois, a roda é balanceada.
  6. Recolocar a roda e testar. Montada a roda, testa-se giro livre, ausência de folga e frenagem firme. Barulho ou vibração pedem revisão antes de liberar a moto.

Cubo da roda não é peça para trocar no improviso. Sem prensa para os rolamentos e sem quem saiba raiar e centralizar, a roda volta torta e o freio irregular. Deixe com a oficina.

Cubo dianteiro e traseiro no dia a dia

Cuidar do cubo é cuidar das peças que trabalham com ele: rolamentos, freio, raios e, atrás, coxins e corrente.

  • Rolamentos conferidos nas revisões. Rolamento barulhento não melhora sozinho. Quanto mais tempo roda, maior o risco de ovalizar o alojamento do cubo, que é bem mais caro de resolver.
  • Lona e pastilha trocadas no tempo. Lona ou pastilha gasta até o metal risca o tambor e a flange do disco. Troque o material de atrito antes do limite indicado no manual para preservar o cubo e o disco.
  • Lavagem sem jato no centro. Jato de alta pressão no cubo empurra água para os rolamentos e para dentro do tambor. Lave com pressão baixa e seque. Depois de lavar, teste o freio antes de sair.
  • Cuidado com pancadas. Buraco em velocidade e subida de meio-fio mandam o impacto direto para o cubo e os rolamentos. Reduzir antes protege cubo, roda, pneu e suspensão.

Erros que estragam o cubo da roda

Antes de comprar ou trocar o cubo dianteiro ou traseiro, veja o que costuma dar errado no balcão e na bancada.

  • Comprar cubo de embreagem por engano. Cubo de embreagem e kit cubo e platô são peças do motor. Eles aparecem nas buscas por cubo e confundem quem procura a peça da roda. Leia a descrição antes de pagar.
  • Rodar com rolamento gasto até ovalizar. Adiar a troca do rolamento é o caminho mais comum para estragar o cubo. Barulho e folga na roda pedem oficina logo.
  • Colar ou travar rolamento frouxo. Improvisar para prender rolamento em alojamento ovalizado coloca a roda em risco. A solução é recuperação feita por especialista, quando possível, ou cubo novo.
  • Cubo de outra versão. O cubo certo é o da aplicação, da posição e do freio da sua moto. Peça parecida de outra versão deixa roda torta e freio desalinhado.
  • Soldar cubo trincado. Remendo em peça que segura roda e freio não compensa. A trinca pode crescer e o cubo pode ceder numa frenagem ou num buraco.

Perguntas frequentes

Posso usar o cubo dianteiro na traseira?

São peças diferentes em largura, alojamentos dos rolamentos e freio. Mesmo no mesmo modelo, cubo dianteiro e traseiro não se trocam entre si. Leve o antigo para comparar no balcão antes de pagar.

Rolamento frouxo no cubo tem conserto?

Alojamento ovalizado deixa o rolamento girar e a folga voltar. Recuperação só com especialista; improviso, nunca. Se a roda for de liga, o cubo faz parte dela e a troca costuma ser da roda.

Posso trocar o cubo da roda em casa?

Não é recomendado. Na roda raiada, exige desmontar e raiar a roda de novo, com centralização. Também envolve prensar rolamentos e transferir freio. É serviço de oficina ou de raiador.

Cubo de embreagem é a mesma coisa que cubo da roda?

Não serve. O nome confunde nas buscas, mas o cubo de embreagem é peça do motor. Para a roda, procure cubo de roda dianteiro ou traseiro, ou cubo da coroa e coxins.

Preciso comprar rolamento para o cubo novo?

Muitas vezes não. Cubos costumam vir sem rolamentos, retentores e bucha interna. Pergunte antes de comprar e aproveite a desmontagem para instalar rolamentos novos, com prensa ou batedor apoiado na pista externa.