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Kit relação (corrente, coroa e pinhão) da Ducati 749

A medida de cada versão e ano da 749, de 2004 a 2006, com o guia para escolher e trocar.

  • 2 versões
  • 2 gerações
  • 2004–2006

Kit relação (corrente, coroa e pinhão) que serve

passo 525 | coroa 39 | pinhão 14 | 96 elos (DID 525 HV)

Modelo
Ducati 749
Anos
2004 a 2006

Medidas da ficha de cada geração. Confira a linha da sua versão e ano, e o manual da sua moto, antes de comprar.

Lojas com kit relação (corrente, coroa e pinhão) para a Ducati 749

Tem loja de peças ou oficina? Apareça aqui para quem procura kit relação (corrente, coroa e pinhão) para a Ducati 749. R$ 29,90 por ano, com botão para o seu WhatsApp ou site.

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Produtos de marca para a Ducati 749

Pela medida mais comum no modelo (passo 525 | coroa 39 | pinhão 14 | 96 elos (DID 525 HV)) e pelas aplicações dos fabricantes. A medida muda entre versões e anos: confira a linha da sua na tabela.

Kit relação (corrente, coroa e pinhão) por versão e ano

VersãoAnosMedida
749 Dark2006 passo 525 | coroa 39 | pinhão 14 | 96 elos (DID 525 HV) conferido
7492004–2005 passo 525 | coroa 39 | pinhão 14 | 96 elos (DID 525 HV) conferido

Cada linha leva à página da peça naquela geração, com as lojas e a ficha completa.

O kit relação da Ducati 749: versão por versão

A 749 usa sempre a mesma referência do kit relação: passo 525 | coroa 39 | pinhão 14 | 96 elos (DID 525 HV), em todas as gerações com a medida conferida.

Lendo a medida: passo 525 é o padrão da corrente (distância entre os pinos e largura dos elos); coroa, pinhão e corrente precisam ser do mesmo passo; a coroa tem 39 dentes; o pinhão tem 14 dentes; a corrente tem 96 elos.

Isso dá uma redução de 2,79:1 entre o pinhão e a coroa. Mexer no número de dentes muda o comportamento: mais dentes na coroa dá mais força e menos velocidade final; menos dentes faz o inverso. Fora da original, o velocímetro também pode marcar diferente.

Para que serve o kit relação da 749

Toda a potência que o motor produz passa pela corrente antes de chegar ao chão. Ela trabalha sob tração forte nas arrancadas, recebe tranco a cada troca de marcha e fica exposta a poeira, chuva e areia. A coroa e o pinhão, por sua vez, se desgastam junto com ela, dente por dente.

É por isso que se fala em kit: corrente, coroa e pinhão envelhecem juntos e se acostumam uns aos outros. Peça nova trabalhando com peça gasta não assenta direito, faz barulho e dura pouco. Quando chega a hora, a troca certa é do conjunto inteiro.

Como o kit relação trabalha na 749

A 749 2004–2006 é uma esportiva de 748 cc. O câmbio é manual, com embreagem acionada no manete. A embreagem é hidráulica, sem cabo. A transmissão final é por corrente, coroa e pinhão.

Com suspensão traseira monoamortecida, como em qualquer balança, a corrente estica e afrouxa conforme a balança sobe e desce. A folga do manual já leva isso em conta. Apertar além dela deixa a corrente esticada demais com a suspensão comprimida.

Com 748 cc, a 749 coloca muita força na corrente. Nesse tipo de moto, a corrente com retentor e a emenda rebitada costumam ser o padrão de fábrica. A troca pede rebitador, torquímetro e experiência: é serviço de oficina.

Na 749, o freio traseiro é a disco e o suporte da pinça acompanha o eixo. Na troca do kit, cuide para o suporte voltar ao encaixe certo na balança e para as buchas espaçadoras ficarem do lado correto. Teste o freio antes de rodar.

Quando desconfiar da corrente, da coroa e do pinhão

Estes são os sintomas mais comuns de kit relação no fim da vida. Um deles sozinho pode ser só falta de regulagem; vários juntos indicam troca.

  • Barulho e tranco em baixa. Corrente gasta faz um chiado ou um batido que aumenta com a velocidade, e a moto dá trancos ao acelerar e desacelerar em marcha baixa. Antes de culpar o motor, confira a folga e o estado do kit.
  • Elos duros ou travados. Passe a mão pela corrente com a moto parada: elos que não dobram com facilidade, ou que ficam formando um ângulo, estão travados por ferrugem ou falta de lubrificação. Eles causam tranco e aceleram o desgaste do conjunto.
  • Pinhão com dentes afinados. O pinhão tem menos dentes e gira mais vezes que a coroa, então costuma gastar mais rápido. Com a tampa aberta, repare se os dentes estão finos, pontudos ou com degrau. Pinhão gasto também condena o kit.
  • Dentes da coroa em forma de gancho. Dente bom tem o perfil simétrico, com a ponta arredondada. Dente gasto fica fino, pontudo e inclinado para um lado, parecendo um serrote ou um gancho. Quando a coroa chega a esse ponto, ela já não segura bem a corrente.
  • Folga desigual ao girar a roda. Gire a roda devagar e meça a folga em vários pontos. Se em um trecho a corrente fica bamba e em outro fica esticada, há elos travados, desgaste irregular ou coroa empenada. Corrente assim trabalha aos trancos.

O que conferir antes de comprar o kit relação

A medida da relação é o ponto de partida, mas um bom balconista confere mais coisas antes de entregar a caixa. Estes são os detalhes que fazem diferença.

  • Dentes da coroa e do pinhão. Conte ou leia os dentes gravados nas peças. Mudar a quantidade altera a força na saída, a rotação em velocidade de cruzeiro e, em muitas motos, a marcação do velocímetro. Se ficar em dúvida, fique no original.
  • Kit completo, da mesma linha. Prefira comprar corrente, coroa e pinhão juntos, como kit, e da mesma aplicação. Montar peças novas de linhas diferentes até funciona, mas o kit já vem casado em passo, largura e número de elos.
  • Tipo de emenda. Pergunte como a corrente fecha. Emenda de clipe é prática e comum nas motos pequenas. Emenda de rebite é mais segura em correntes que recebem muita força, mas só deve ser montada com rebitador próprio.
  • Estriado do pinhão. O pinhão encaixa no eixo de saída por estrias. Mesmo com passo e dentes certos, um pinhão de outra moto pode ter estriado diferente ou outro jeito de fixação. A aplicação na embalagem precisa citar o seu modelo.
  • Número de elos. Os elos contam tanto quanto o passo. Se a corrente vier com mais elos que o necessário, ela precisa ser cortada com ferramenta própria. Se vier com menos, não serve, mesmo que o passo esteja certo.

Como é feita a troca do kit relação da 749

A troca do kit relação envolve tirar a roda traseira, soltar o pinhão e fechar a corrente. É serviço comum de oficina; em casa, só vale a pena para quem tem ferramentas, torquímetro e experiência com a roda traseira e o freio.

  1. Confira as peças novas. Com a caixa na mão, confira se a aplicação bate com a moto e se os números de dentes são os mesmos da peça antiga. Conte também os elos, ou peça para a loja confirmar.
  2. Solte o pinhão com a corrente ainda montada. Tire a tampa do pinhão e, com a corrente ainda no lugar, solte a fixação do pinhão: porca central com arruela trava ou placa com parafusos, conforme a moto. A corrente e o freio traseiro ajudam a segurar o eixo.
  3. Tire a corrente e a roda. Apoie a moto com segurança, solte o eixo e os esticadores, abra a emenda e tire a corrente. Retire a roda anotando a posição das buchas e do suporte do freio, para montar tudo igual.
  4. Troque a coroa e confira o cubo. Solte os parafusos da coroa e instale a nova com o lado certo para fora. Aperte em cruz, no torque especificado pelo fabricante. Aproveite para olhar as borrachas do cubo da coroa: se estiverem gastas, a roda dá trancos.
  5. Instale o pinhão novo. Limpe as estrias do eixo de saída e monte o pinhão novo com a face certa voltada para fora. Use arruela trava nova, se for o caso, e faça o aperto final como o manual indica assim que a corrente estiver montada.
  6. Monte a roda e feche a corrente. Com a roda no lugar, monte a corrente e feche a emenda. A presilha precisa ficar com a ponta fechada apontando para o sentido de giro, senão pode enganchar e abrir. Se for rebite, o serviço é de rebitador.
  7. Regule a folga e alinhe a roda. Regule a folga com os esticadores, girando a roda para achar o ponto mais apertado. Confira as marcas dos dois lados da balança: roda desalinhada gasta o kit novo de lado e deixa a moto puxando.
  8. Aperte o eixo e revise o freio. Aperte a porca do eixo no torque especificado pelo fabricante e coloque contrapino ou trava nova, se houver. Depois, confira o freio traseiro: o pedal precisa ter a folga certa e a roda deve girar livre.
  9. Lubrifique e teste. Lubrifique a corrente nova, recoloque as tampas e protetores e faça um teste curto em baixa velocidade. Depois dos primeiros passeios, confira de novo a folga: o kit novo assenta e costuma esticar um pouco no começo.

Depois da troca, a primeira regulagem de folga vem cedo, porque o kit novo assenta. Se você não tem ferramentas para isso, combine o retorno com a oficina e aproveite para conferir o aperto do eixo e o freio traseiro.

Erros comuns com o kit relação

Alguns tropeços com a relação parecem economia, mas custam um kit novo antes da hora, ou coisa pior, se a corrente soltar.

  • Deixar a corrente esticada demais. Apertar além da conta não deixa a corrente "mais firme": faz ela gastar mais rápido e castiga rolamentos. A folga certa existe por causa do movimento da balança.
  • Usar óleo queimado ou graxa grossa. Óleo usado de motor e graxa comum parecem resolver, mas grudam areia, sujam a roda e podem chegar ao pneu e ao freio, o que é perigoso. Lubrificante de corrente existe por um motivo.
  • Montar a presilha ao contrário. Presilha virada para o lado errado é um dos motivos de corrente que abre sozinha. A ponta fechada vai na direção do movimento.
  • Esquecer o freio traseiro e o aperto do eixo. Muita regulagem de corrente termina com eixo mal apertado ou freio fora do ponto. Os dois precisam ser revisados toda vez que a roda é movida.

Como fazer o kit relação da 749 durar mais

A forma de pilotar e a manutenção pesam mais na vida da relação do que a marca do kit. Estes cuidados valem para qualquer moto com corrente.

  • Lubrifique depois da chuva e da lavagem. Água tira o lubrificante e deixa a corrente vulnerável à ferrugem. Depois de rodar na chuva ou de lavar a moto, seque a corrente e lubrifique de novo, mesmo que não esteja no prazo.
  • Confira a folga regularmente. Meça a folga girando a roda e procurando o ponto mais esticado. Ajuste por ele, nunca pelo mais frouxo. O valor certo está no manual e, em muitas motos, numa etiqueta perto da balança.
  • Mantenha a roda alinhada. Alinhamento é parte da regulagem. As marcas dos dois lados da balança precisam bater. Se a coroa mostra desgaste só de um lado, a roda está ou esteve desalinhada.
  • Pilote sem trancos. Cada tranco na transmissão é um puxão forte na corrente. Saídas suaves e reduções sem tranco fazem diferença na vida do kit, principalmente em quem roda muito no trânsito.

Perguntas frequentes

Qual a medida do kit relação da 749?

Em todas as gerações com a medida conferida, a referência é passo 525 | coroa 39 | pinhão 14 | 96 elos (DID 525 HV).

Qual a folga certa da corrente?

Cada moto tem o seu valor. A medição é feita empurrando a corrente para cima e para baixo no meio do trecho inferior. Gire a roda, procure o ponto mais apertado e regule por ele, com os esticadores alinhados.

Preciso trocar coroa e pinhão junto com a corrente?

Só em situações muito específicas, como corrente danificada por acidente com o kit quase novo. No desgaste normal, as três peças chegam juntas ao fim e devem ser trocadas juntas.

A corrente está fazendo barulho. O que pode ser?

As causas mais comuns são folga errada, corrente seca, kit gasto ou roda desalinhada. Também pode ser a corrente batendo no protetor ou na guia da balança. Comece limpando, lubrificando e regulando; se o ruído continuar, avalie o desgaste do kit.

Mudar a relação deixa a moto mais forte?

Muda o comportamento, mas não aumenta a potência. A moto ganha arrancada e perde folga em velocidade de cruzeiro. Pode ser preciso corrente com mais elos. Converse com o mecânico antes de alterar.

Kit relação (corrente, coroa e pinhão) de moto: guia geral e lista de motos