Engrenagens do câmbio de moto
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Anunciar nesta páginaEngrenagens do câmbio por moto
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Engrenagens do câmbio de reposição por modelo
- Engrenagens do câmbio da BMW G 310 GS 1 código
- Engrenagens do câmbio da BMW G 310 R 1 código
- Engrenagens do câmbio da Honda Biz 100 4 códigos
- Engrenagens do câmbio da Honda Biz 110i 2 códigos
- Engrenagens do câmbio da Honda Biz 125 4 códigos
- Engrenagens do câmbio da Honda Bros 125 2 códigos
- Engrenagens do câmbio da Honda Bros 150 9 códigos
- Engrenagens do câmbio da Honda Bros 160 3 códigos
- Engrenagens do câmbio da Honda C 100 Dream 1 código
- Engrenagens do câmbio da Honda CB 300F Twister 1 código
- Engrenagens do câmbio da Honda CG 125 7 códigos
- Engrenagens do câmbio da Honda CG 150 12 códigos
- Engrenagens do câmbio da Honda CG 160 4 códigos
- Engrenagens do câmbio da Honda Pop 100 4 códigos
- Engrenagens do câmbio da Honda Pop 110i 3 códigos
- Engrenagens do câmbio da Honda XR 250 Tornado 1 código
- Engrenagens do câmbio da Suzuki Yes 125 1 código
- Engrenagens do câmbio da Yamaha Crosser 150 2 códigos
- Engrenagens do câmbio da Yamaha Factor 125 2 códigos
- Engrenagens do câmbio da Yamaha Fazer 150 3 códigos
- Engrenagens do câmbio da Yamaha Fazer 250 2 códigos
- Engrenagens do câmbio da Yamaha Lander 250 1 código
- Engrenagens do câmbio da Yamaha XTZ 125 1 código
Cada página reúne os códigos de reposição da peça para o modelo, separados por versão e ano.
Engrenagens do câmbio da sua moto: o que cada peça faz
O câmbio da moto fica dentro do cárter, logo atrás da embreagem, e é formado por dois eixos paralelos. O eixo primário recebe o giro que vem da embreagem; o eixo secundário entrega esse giro ao pinhão, que move a corrente e a roda. Em cada eixo há uma fileira de engrenagens, e cada par, uma de cada lado, corresponde a uma marcha: da engrenagem de 1ª marcha até a de 5ª ou 6ª, conforme o modelo.
Os pares ficam sempre engrenados. O que escolhe a marcha é um travamento lateral: algumas engrenagens deslizam no eixo e prendem a vizinha por meio de ressaltos de engate. Quem empurra essas engrenagens são os garfos seletores, comandados pelo tambor seletor que o pedal faz girar.
Sinais de problema nas engrenagens do câmbio da sua moto
Estes são os sintomas mais comuns de engrenagens, garfos ou tambor seletor gastos. Repare em qual marcha o problema aparece: essa informação ajuda muito o mecânico.
- Marcha escapando sob aceleração. Marcha que solta quando o motor faz força, e às vezes também ao aliviar, indica que o engate não segura mais. Os ressaltos e rebaixos das engrenagens perderam o canto vivo e escorregam um para fora do outro.
- Pedal que volta sozinho. Junto com a marcha escapando, o pedal de câmbio pode dar um tranco no pé ou voltar de posição. É o garfo sendo empurrado de volta pela engrenagem, sinal de engate fraco.
- Uivo ou zumbido em uma marcha. Um chiado agudo que aparece só numa marcha e some nas outras aponta para os dentes daquele par de engrenagens ou para um rolamento do eixo. O ruído costuma mudar com a carga, acelerando ou aliviando.
- Marcha difícil de engatar. O pedal fica duro, a marcha não entra ou entra só depois de você mexer a moto para frente e para trás. Garfo empenado, ranhura do tambor gasta ou mola do mecanismo seletor cansada estão entre as causas.
- Câmbio pulando duas marchas. Você pisa uma vez e passa da segunda direto para a quarta, ou fica entre duas marchas. A trava do tambor seletor, a mola de retorno ou o próprio eixo seletor podem estar gastos ou quebrados.
- Ponto morto que some. Achar o neutro ficou difícil, a luz de ponto morto pisca ou a moto passa direto da primeira para a segunda. Antes de culpar o câmbio, a embreagem precisa ser descartada, porque arrasto causa o mesmo efeito.
- Limalha no óleo ou no bujão. Pó metálico brilhante no óleo drenado, na tela ou preso ao bujão magnético, quando houver, indica desgaste interno. Lasca maior, com forma de pedaço, é sinal de dente quebrado e pede parada imediata.
- Tranco ou estalo ao trocar. Troca barulhenta que piorou aos poucos merece atenção. O engate deveria ser firme e curto; batida repetida mostra que as peças já não se encontram como deviam.
- Moto que trava a roda ou fica em duas marchas. Roda traseira que trava ou motor que morre como se duas marchas estivessem engatadas ao mesmo tempo é falha grave: garfo quebrado ou engrenagem solta. Pare em local seguro e não force a moto a andar.
Como escolher as engrenagens do câmbio certas para a sua moto
A compra do câmbio vem sempre depois do diagnóstico, nunca antes. Com a lista de peças da oficina em mãos, estes detalhes evitam erro no balcão.
- Modelo, ano e versão exatos. Duas motos com o mesmo nome podem ter câmbios distintos entre gerações. O código da peça, que a oficina encontra no catálogo do fabricante ou na peça retirada, tira a dúvida.
- Câmbio completo ou peça avulsa. Quando o estrago é localizado, como a engrenagem de 2ª marcha com engates arredondados, a peça avulsa sai mais em conta. Com várias marchas gastas ou dente quebrado, o kit completo costuma ser a melhor saída.
- Eixo secundário com engrenagens. Na hora de comprar o eixo secundário, compare com o velho: comprimento, estrias da ponta do pinhão e quantidade de engrenagens. Diferença pequena impede a montagem ou desalinha a corrente.
- Número de dentes de cada marcha. Engrenagem de câmbio é identificada pela marcha e pelo número de dentes. Se você vai trocar só a engrenagem de 4ª ou de 5ª marcha, por exemplo, conte os dentes da velha e compare com a nova antes de levar.
- Troque o par que trabalha junto. Engrenagem nova encostada em engrenagem gasta não segura a marcha por muito tempo. A regra prática é trocar as duas peças que se engatam, além do garfo que movimenta a deslizante.
- Garfos e tambor seletor. De nada adianta engrenagem nova se o garfo que a empurra está torto. O mecânico mede a espessura das pontas do garfo e olha as ranhuras do tambor seletor antes de fechar a lista.
- Eixo seletor e molas. O eixo seletor liga o pedal ao tambor. Estrias da ponta comidas, mola de retorno quebrada ou braço gasto deixam a troca imprecisa. É peça vendida separada e, às vezes, resolve o problema sem abrir o cárter.
- Rolamentos, travas e arruelas. Pergunte se o kit traz arruelas e travas. Se não trouxer, compre à parte. Rolamento de eixo com folga desalinha as engrenagens e encurta a vida do câmbio novo.
- Juntas, retentores e óleo. Abrir o cárter exige vedação nova nas faces, junta das tampas e, em geral, retentores do eixo secundário e do eixo seletor. Inclua também o óleo do tipo indicado no manual da moto.
Abrindo o câmbio: as etapas do serviço
Não é um serviço para fazer em casa. Ele pede extratores, medição dos garfos, conhecimento da ordem das arruelas e o manual de serviço do modelo. A sequência abaixo mostra como uma oficina cuidadosa trabalha.
- Confirmar o defeito. Antes de desmontar, a oficina testa a moto, observa o óleo e confere o mecanismo seletor externo. Às vezes a causa está numa mola ou no eixo seletor, sem precisar abrir o cárter.
- Retirar o motor. Óleo drenado, corrente solta do pinhão, cabos, chicote, escapamento e alimentação desligados. O motor sai do quadro e vai para a bancada, onde pode ser aberto com limpeza.
- Desmontar até o cárter. Saem as tampas laterais, a embreagem, o mecanismo seletor externo, o magneto e, conforme o motor, cabeçote e cilindro. Cada peça é guardada em ordem, com os parafusos separados por tampa.
- Abrir o cárter e retirar o câmbio. Com o cárter aberto, o câmbio fica à vista. O mecânico observa como os garfos estão encaixados antes de tirar tudo, porque essa posição será repetida na montagem.
- Inspecionar e medir. Ressaltos e rebaixos de engate, dentes, estrias, garfos e ranhuras do tambor são avaliados. A espessura das pontas dos garfos é medida e comparada com o limite do manual. Rolamentos e alojamentos também são conferidos.
- Montar os eixos na ordem. Cada arruela e cada trava tem lugar e lado. Uma engrenagem invertida ou uma trava fora da canaleta pode travar o câmbio na primeira volta. O manual de serviço guia a ordem.
- Testar as marchas na bancada. Com eixos, garfos e tambor no lugar e antes de fechar o cárter, o mecânico gira o eixo e passa todas as marchas, conferindo engate, neutro e folgas. Corrigir aqui é muito mais simples do que depois.
- Fechar o motor e testar rodando. Depois de montado e abastecido, o motor é testado em todas as marchas, com carga. Ruído, vazamento no retentor do pinhão e facilidade para achar o neutro são observados.
Peça para ver as engrenagens e os garfos retirados: os cantos arredondados mostram o motivo do serviço. Guarde a nota com peças e mão de obra descritas. Se a marcha voltar a escapar, retorne logo à oficina, antes que as peças novas se desgastem.
Hábitos que poupam o câmbio da moto
As engrenagens do câmbio não têm manutenção própria, mas o jeito de pilotar e o óleo do motor decidem quanto elas vão durar.
- Pise o pedal até o fim. Troca feita pela metade deixa os ressaltos de engate encostados só pela ponta. Sob força, eles escorregam e se arredondam. Movimento firme e completo no pedal é o melhor cuidado com o câmbio.
- Tire o pé do pedal. O pé deve descansar na pedaleira, não no pedal. A pressão contínua no câmbio gasta as pontas dos garfos sem você perceber.
- Embreagem acionada por completo. Embreagem que arrasta castiga o câmbio a cada troca, porque as engrenagens se encontram girando. A regulagem certa da folga da manete protege os engates.
- Óleo certo e em dia. O óleo protege dentes, estrias e rolamentos dos eixos. Nível baixo e troca atrasada aparecem primeiro como câmbio duro e, depois, como desgaste.
- Reduza uma marcha por vez. Redução forçada empurra o motor pela roda e faz os engates trabalharem com força ao contrário. Uma marcha de cada vez, sem pressa, poupa o câmbio.
- Pedal bem posicionado. Pedal de câmbio muito alto ou baixo para o seu pé leva a trocas incompletas. A altura do pedal pode ser ajustada em muitas motos. Pedal torto depois de uma queda também atrapalha.
- Arrancadas sem tranco. Arrancada com o motor muito girado e embreagem solta de uma vez dá uma pancada forte na engrenagem de 1ª marcha e nos eixos. Saídas progressivas fazem o câmbio durar mais.
- Investigue o primeiro escape. Marcha que escapou uma vez já indica engate fraco. Rodar assim arredonda ainda mais as peças e pode chegar aos garfos e ao tambor. Leve para avaliar logo.
O que não fazer quando a marcha escapa
Alguns erros na compra e na montagem do câmbio só aparecem depois que o motor está fechado. Vale conhecê-los antes do serviço.
- Segurar a marcha com o pé. Muita gente passa a pilotar segurando o pedal para a marcha não escapar. Isso disfarça o problema, mas a engrenagem continua batendo e o garfo se desgasta ainda mais.
- Trocar só uma engrenagem do par. Economizar na peça que engata com a nova é um erro caro, porque a mão de obra de abrir o motor é a mesma. Avalie sempre as duas peças.
- Esquecer o garfo seletor. Na abertura do câmbio, o garfo precisa ser medido. Engrenagem nova com garfo gasto é uma das causas mais comuns de retorno.
- Reaproveitar anéis-trava. Anel-trava aberto para tirar a engrenagem perde pressão. Se ele sai da canaleta, a engrenagem anda no eixo e pode travar o câmbio. Use travas novas.
- Comprar sem conferir a versão. Eixo de versão com partida a pedal, de outro ano ou de modelo parecido pode ter outra ponta, outro número de dentes ou outra quantidade de engrenagens. Compare com a peça retirada antes de montar.
- Culpar o câmbio sem olhar a embreagem. Antes de abrir o motor, a regulagem da embreagem, o óleo e o mecanismo seletor externo precisam ser avaliados. São verificações rápidas e baratas.
- Fechar o cárter sem testar as marchas. Girar o eixo e passar todas as marchas antes de fechar o motor leva poucos minutos. Pular essa etapa pode custar a mão de obra inteira de novo.
Perguntas frequentes
Por que a marcha da moto escapa?
A causa mais comum é desgaste nos ressaltos de engate das engrenagens, que ficam arredondados e escorregam sob força. Garfo seletor gasto ou empenado, ranhura do tambor seletor marcada e mola da trava do tambor fraca também causam.
Posso rodar com a marcha escapando?
Não é recomendado. A moto perde força de repente, o que é perigoso numa ultrapassagem ou subida, e cada escape arredonda mais as peças. Evite exigir a marcha com problema e leve à oficina logo.
Dá para consertar o câmbio sem abrir o motor?
As engrenagens ficam entre as metades do cárter, e o motor precisa sair do quadro e ser aberto. Problemas no mecanismo seletor externo às vezes se resolvem só pela tampa da embreagem.
O que é eixo secundário do câmbio?
O eixo primário recebe o giro do motor pela embreagem. O eixo secundário recebe o giro do primário pelas engrenagens da marcha engatada e o entrega ao pinhão, que move a corrente. Cada um carrega sua fileira de engrenagens.
Vale mais comprar o câmbio completo ou só a engrenagem?
Depende do que a oficina encontrou. Desgaste em uma marcha só pode ser resolvido com as engrenagens daquele par e o garfo. Várias marchas gastas, dente quebrado ou eixo marcado fazem o câmbio completo valer mais a pena.
Para que serve o tambor seletor do câmbio?
O tambor seletor é o cérebro mecânico do câmbio. A cada toque no pedal, ele gira um passo, e suas ranhuras empurram os garfos, que movem as engrenagens deslizantes até a marcha engatar.
Por que a marcha ficou dura de entrar?
Nem sempre. Embreagem arrastando, óleo errado ou velho e pedal mal regulado deixam o câmbio duro e são mais comuns. Se nada disso resolver, garfo empenado, eixo seletor ou trava do tambor podem estar com problema.
A moto faz barulho só numa marcha. É o câmbio?
É bem provável. Ruído que aparece em uma marcha e some nas outras costuma vir dos dentes daquele par de engrenagens ou de um rolamento do eixo. Observe o óleo na próxima troca e leve à oficina para avaliar.
O óleo do motor faz diferença nas marchas?
Pode estragar. Na maioria das motos quatro tempos, o óleo do motor lubrifica também o câmbio e a embreagem. Óleo de especificação errada, vencido ou baixo deixa as trocas duras e acelera o desgaste dos dentes.