Bota para moto
Como escolher, o que observar antes de comprar e onde encontrar.
Lojas que vendem bota
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Anunciar nesta páginaMarcas de bota
Forma17 produtos
X118 produtos
Tutto Moto6 produtos
Texx5 produtos
Alpinestars2 produtos
Dainese1 produto
Alguns modelos
Bota X11 SierraBota adventure de cano longo
Bota X11 Tourmark LongaBota touring de cano longo
Bota Texx Supertech 3Bota de pilotagem
Bota Texx Super Tech V2Bota de pilotagem
Bota Esportiva Racer-X TuttoBota esportiva de moto
Bota Tech Tour TuttoBota de moto touring impermeável
Dainese Atipica Air 2Tênis de moto
Forma Adv Kite DryBota de moto impermeável
Forma Glider DryBota de moto impermeável
Alpinestars SMX-6 V3Bota de moto
Alpinestars Faster-3 DrystarTênis de moto impermeável (Drystar)
Produtos com a ficha do fabricante e, quando há medida, as motos em que servem. Todos os fabricantes.
A bota de moto protege o pé e o tornozelo em três situações que o calçado comum não aguenta: a queda, em que o pé raspa no asfalto ou fica preso embaixo da moto; o calor do motor e do escapamento; e o trabalho do dia a dia no pedal de câmbio e no freio traseiro. Para escolher, defina o uso (cidade, estrada, chuva, terra), olhe o reforço do tornozelo, da biqueira e do calcanhar, o solado e o fechamento, e prove com a meia que você vai usar. Pela lei, o calçado só precisa ficar firme no pé e não atrapalhar os pedais, mas isso é o mínimo.
Tipos de bota e para que serve cada uma
Tênis de moto e bota de cano curto
Parecem um tênis ou uma bota casual, mas têm reforço no tornozelo, biqueira e calcanhar mais firmes, solado mais rígido e reforço em cima do pé, onde o pedal de câmbio encosta. São confortáveis para andar a pé e são a escolha de muita gente na cidade. Protegem menos a canela que um cano alto.
Cano médio (urbana e touring)
Sobe acima do tornozelo e cobre o começo da canela. É o meio-termo para quem usa a moto para tudo: protege bem o tornozelo e ainda dá para andar a pé sem sofrer. Muitas têm membrana impermeável.
Cano alto touring e adventure
Cobre boa parte da canela, tem solado mais grosso e reforço em toda a lateral. A touring é pensada para o asfalto e para viagens longas; a adventure, para quem mistura asfalto e terra e pilota em pé às vezes. São mais quentes e mais pesadas.
Esportiva (racing)
Cano alto, estrutura rígida, sliders na lateral e proteção contra torção do tornozelo. Feita para moto esportiva e pista. É desconfortável para caminhar.
Off-road (cross)
A mais rígida de todas, com fivelas, cano alto e articulação controlada no tornozelo. Protege contra pancada de pedra, torção e o peso da moto em cima da perna. Na trilha não tem substituta; na cidade, é pesada e pouco prática.
Bota de chuva e polaina
A bota de PVC, de cano curto ou alto, vai por cima do tênis ou é usada no lugar dele em dia de chuva forte, e muitas vêm com refletivo. A polaina é uma capa impermeável que veste o calçado. As duas servem para a água, não para proteção contra queda. Combinam com uma capa de chuva completa.
O que olhar na proteção
- Tornozelo: proteção rígida ou de espuma densa dos dois lados. É a parte que mais sofre numa queda com o pé preso.
- Biqueira e calcanhar: reforçados, para não amassar com pancada e com o peso da moto.
- Reforço do câmbio: uma camada extra em cima do pé esquerdo, onde o pedal encosta. Sem ela, o calçado fura nesse ponto em poucos meses.
- Solado: antiderrapante, rígido o suficiente para não dobrar na pedaleira e com desenho que segure no chão molhado na hora de apoiar o pé. Solado muito liso escorrega em faixa pintada.
- Fechamento: zíper com aba de velcro, fivela ou cadarço com proteção. Cadarço solto pode se enroscar na pedaleira; se a bota tiver cadarço, prefira com bolso para guardar a ponta.
- Material: couro resiste bem à abrasão e molda ao pé; tecidos técnicos e sintéticos são mais leves e frescos. Em boas botas, aparecem combinados.
- Impermeabilidade: com membrana, a bota segura a água por mais tempo. Sem ela, "resistente à água" quer dizer que aguenta um respingo, não uma chuva de uma hora.
Norma europeia EN 13634
No Brasil não há certificação obrigatória para bota de moto. Muitas marcas testam as botas pela norma europeia EN 13634, específica para calçado de proteção de motociclista. Se a bota traz essa norma na etiqueta ou na caixa, ela foi avaliada para uso em moto. Botas de trabalho, de segurança ou de caminhada não são testadas para isso, mesmo quando parecem robustas.
Como escolher pelo uso
- Cidade e trajeto curto: tênis de moto ou bota de cano curto com reforço no tornozelo. São mais frescos e fáceis de usar o dia inteiro.
- Entrega e trabalho: você anda a pé, sobe escada e pilota o dia todo. Cano curto ou médio, solado antiderrapante, reforço no câmbio e, se possível, impermeável. Ter um par de reserva ou uma bota de chuva evita rodar com o pé molhado o dia inteiro.
- Estrada e viagem: cano médio ou alto, impermeável, com proteção completa de tornozelo.
- Chuva: bota com membrana ou bota de PVC por cima do calçado.
- Terra: bota de cross ou adventure, conforme o tipo de trilha.
- Calor: modelos ventilados ou de cano curto em tecido com reforços. Calor não é motivo para ir de chinelo.
- Garupa: o pé do garupa fica perto do escapamento e da roda traseira. Calçado fechado e firme vale para ele também.
Tamanho e prova
Bota de moto costuma seguir a numeração brasileira, mas modelos importados podem usar numeração europeia, com equivalência na tabela do fabricante. Algumas dicas de quem vende bota todo dia:
- Prove no fim do dia, quando o pé está um pouco mais inchado, e com a meia que você vai usar. Meia mais grossa, para frio, pode pedir meio número a mais.
- O calcanhar não pode subir quando você anda. Calcanhar solto vira bolha e deixa o pé solto dentro da bota numa queda.
- Os dedos não podem bater na ponta. Deve sobrar um pouco de espaço.
- Simule o câmbio: levante a ponta do pé como se fosse subir uma marcha. Bota muito alta ou rígida demais na frente pode não caber entre o pedal e a pedaleira. Se precisar, o pedal de câmbio de muitas motos tem regulagem de altura.
- Ande pela loja e suba um degrau. Bota de cano alto sempre fica um pouco mais dura no começo; couro amacia com o uso.
- Veja o encaixe com a calça: a barra da calça deve cobrir o cano ou passar por cima dele, conforme o tipo de bota.
O que a lei diz
O Código de Trânsito Brasileiro, no art. 252, inciso IV, considera infração dirigir usando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa a utilização dos pedais. É infração média, com multa e 4 pontos na carteira. Chinelo e sandália sem tira atrás são os exemplos clássicos. O art. 54 do CTB exige ainda vestuário de proteção conforme especificação do Contran, mas não encontramos regra do Contran que detalhe a bota do motociclista. Ou seja, a lei não exige bota de moto: exige calçado firme. O artigo pode andar de moto de chinelo explica os detalhes, inclusive o caso de quem pilota descalço.
Marcas encontradas no Brasil
Como exemplo, estas marcas vendem bota de moto no país: Texx, X11, Pro Tork e Alpinestars. Para bota de chuva de PVC, a Pantaneiro é uma das que aparecem no varejo. A lista é de exemplo e não é ranking. Em todas há modelos mais simples e mais completos, e o que vale é a bota que você tem no pé: reforços, norma na etiqueta, numeração certa e garantia.
Cuidados, limpeza e quando trocar
- Couro: tire a lama e a poeira com escova macia e pano úmido. Depois de seca, passe hidratante ou graxa própria para couro, que evita rachaduras e ajuda a repelir água.
- Têxtil e sintético: escova macia, água e sabão neutro. Não ponha na máquina.
- Botas impermeáveis: evite produtos à base de solvente, que podem danificar a membrana. Há impermeabilizantes próprios para calçado técnico.
- Secagem: à sombra, com jornal ou papel dentro para puxar a umidade. Nunca perto do motor, do escapamento, de aquecedor ou no sol forte: o couro endurece e a cola do solado solta.
- Guardar: em lugar seco e arejado, de pé.
- Quando trocar: se o solado estiver liso ou descolando, se o reforço do tornozelo quebrou numa queda, se o couro rachou nas dobras ou se o zíper e as fivelas não fecham mais. Solado gasto escorrega na hora de apoiar o pé no chão molhado.
Erros comuns
- Pilotar de chinelo, sandália ou descalço "só até ali".
- Usar bota de segurança do trabalho achando que serve para moto: ela protege contra queda de objeto no pé, não contra arrasto e torção.
- Usar tênis comum de cano baixo e cadarço solto.
- Comprar bota rígida demais para o dia a dia e deixar de usar porque é desconfortável.
- Deixar o pé esquerdo sem reforço no câmbio e furar o calçado.
- Secar bota molhada encostada no motor.
A bota trabalha junto com a calça: veja no guia de calça como a barra deve cobrir o cano. Em dia de chuva, a luva impermeável completa o conjunto.
Perguntas frequentes
É obrigatório usar bota para pilotar moto?
Não. O CTB proíbe calçado que não se firme nos pés ou que atrapalhe os pedais, como chinelo, mas não exige bota de moto. Um tênis fechado e firme atende à lei. A bota de moto é a recomendação por proteger tornozelo e pé numa queda.
Tênis de moto protege tanto quanto bota?
Tênis de moto com reforço no tornozelo protege bem mais que um tênis comum, mas um cano médio ou alto cobre mais a canela e segura melhor o tornozelo. Para cidade, o tênis de moto atende muita gente; para estrada, vale o cano mais alto.
O que é a norma EN 13634?
É a norma europeia para calçado de proteção de motociclista. Ela não é obrigatória no Brasil, mas indica que a bota foi testada para uso em moto.
Bota de segurança do trabalho serve para moto?
Ela protege contra queda de objeto e perfuração, mas não foi feita para arrasto no asfalto nem para torção de tornozelo numa queda de moto. O ideal é uma bota de moto. Se você precisa da bota de segurança no trabalho, consulte as regras do seu empregador.
Como evitar que a bota machuque o pé de câmbio?
Escolha bota com reforço em cima do pé esquerdo e, se a ponta for alta, ajuste a altura do pedal de câmbio da moto, que em muitos modelos tem regulagem.