Capacete para moto
Como escolher, o que observar antes de comprar e onde encontrar.
Lojas que vendem capacete
Tem loja de peças ou oficina? Apareça aqui para quem procura capacete para moto. R$ 29,90 por ano, com botão para o seu WhatsApp ou site.
Anunciar nesta páginaMarcas de capacete
LS225 produtos
Pro Tork16 produtos
MT Helmets11 produtos
Helt9 produtos
Shoei9 produtos
Texx9 produtos
Nolan7 produtos
Norisk6 produtos
X116 produtos
Alguns modelos
Capacete X11 RevoCapacete fechado
Capacete X11 Revo ProCapacete fechado
Capacete Texx Wing 2Capacete
Capacete Texx StrikeCapacete
LS2 Storm III FF818Capacete integral (fechado) touring
LS2 Rapid III FF820Capacete integral (fechado) urbano-touring
Helt CityCapacete aberto
Helt CitylightCapacete aberto
Pro Tork R8Capacete fechado
Pro Tork Sport Moto 788Capacete fechado
MT Stinger 2Capacete integral esportivo
MT Viale SVCapacete integral esportivo com viseira solar
Produtos com a ficha do fabricante e, quando há medida, as motos em que servem. Todos os fabricantes.
O capacete certo começa pelo tipo: o fechado protege o rosto inteiro e serve para quase todo uso, o modular facilita a vida de quem para e conversa o dia todo, o aberto é fresco mas deixa o queixo exposto e o off-road é feito para terra. Depois vêm o material do casco, a viseira, o fecho e o forro, que mudam o peso, o conforto e o quanto ele dura. Certificação do Inmetro é obrigatória em qualquer um deles. Como medir a cabeça, provar o tamanho e o que a lei exige estão no artigo como escolher capacete; aqui o foco é o que diferencia um capacete do outro na prateleira.
Tipos de capacete e para quem serve cada um
Na loja, a primeira pergunta que eu faço é: onde e quanto você roda? A resposta já elimina metade das opções.
Fechado (integral)
Casco e queixeira são uma peça só. É o tipo que mais protege, porque o queixo e o rosto ficam cobertos, e costuma ser o mais silencioso e o mais estável em velocidade. Serve para cidade, estrada e viagem. Dentro dessa família há o esportivo, com abertura de visão pensada para o piloto mais deitado sobre o tanque, e o de turismo, com mais espaço para o queixo e posição de visão para quem pilota com o tronco reto.
Modular (articulado)
A queixeira levanta, e você abre a frente sem tirar o capacete. É o preferido de entregadores, de quem usa óculos de grau e de quem faz viagem longa e para em posto, pedágio e balcão. O mecanismo deixa o capacete um pouco mais pesado que um fechado parecido. Para rodar, a queixeira tem que estar abaixada e travada, como exige a Resolução Contran nº 940/2022. Existe ainda o escamoteável, em que a queixeira gira até a parte de trás; ele também só pode circular com a queixeira travada na posição frontal ou traseira.
Aberto (jet)
Cobre o crânio e as laterais, mas não o queixo. É leve, ventilado e prático para trajeto curto em scooter ou moto pequena. A troca é clara: numa queda de frente, o rosto fica desprotegido. Precisa de viseira ou de óculos de proteção.
Off-road (cross)
Queixeira alongada, pala sobre a testa e uma abertura grande para usar com óculos de proteção. É mais ventilado e mais leve, porque na trilha você vai devagar e respira forte. Na estrada, a pala pega vento e o capacete fica barulhento. Na rua, o uso de óculos de proteção continua obrigatório.
Misto (adventure ou big trail)
Mistura o fechado com o off-road: tem pala menor e viseira, e aceita óculos quando você tira a viseira. É pensado para quem faz asfalto e terra na mesma viagem, como quem tem moto trail ou big trail.
| Tipo | Melhor uso | Ponto forte | Ponto fraco |
|---|---|---|---|
| Fechado | Cidade, estrada, viagem | Proteção do rosto e silêncio | Mais quente no trânsito parado |
| Modular | Entrega, viagem, quem usa óculos | Abre sem tirar | Mais pesado, mecanismo a cuidar |
| Aberto | Trajeto curto e lento | Leve e fresco | Queixo e rosto expostos |
| Off-road | Trilha e terra | Ventilação e campo de visão | Barulhento e instável na estrada |
| Misto | Asfalto e terra | Versátil | Pala pega vento em alta velocidade |
Do que o capacete é feito
Por fora você vê o casco; por dentro está a parte que mais trabalha numa batida.
Casco
- Termoplástico injetado (policarbonato, ABS e misturas): é o material da maioria dos capacetes de entrada e intermediários. Bem feito e certificado, protege. Costuma ser um pouco mais pesado e sensível a solvente e a calor forte.
- Compósito de fibra de vidro ou multicompósito (fibra de vidro com outras fibras, como aramida): o casco é laminado em camadas. Em geral fica mais leve que o termoplástico do mesmo tamanho e aparece nos modelos intermediários e de topo.
- Fibra de carbono: o mais leve dos três, usado em modelos de topo e de pista. Pesa menos no pescoço em viagem longa.
Material de casco não é garantia de mais ou menos proteção por si só. O que garante o mínimo é a certificação; o material muda principalmente o peso, o conforto e o preço.
Espuma de absorção (EPS)
Logo abaixo do casco fica a camada de poliestireno expandido, o EPS. É ela que se esmaga numa batida e absorve a energia que iria para a cabeça. Alguns capacetes usam EPS em mais de uma densidade, mais firme em umas regiões e mais macio em outras. Essa espuma não volta ao formato depois de amassar, e por isso o capacete que já bateu deve ser trocado.
Tamanhos de casco
Fabricantes maiores fazem o mesmo modelo em dois ou três tamanhos de casco. Assim, o capacete 54 não é um 62 com forro grosso: o casco acompanha a cabeça, e o conjunto fica menor e mais leve. Vale perguntar isso na loja, principalmente se você usa tamanhos nas pontas da tabela.
Peso
Capacete leve cansa menos o pescoço, e a diferença aparece em viagem longa e no trânsito parado. Na prova, segure o capacete pela queixeira com a mão estendida e compare dois modelos: dá para sentir na hora.
Viseiras: tipos, troca e o que é permitido
A viseira é a peça que você mais vai usar, sujar e trocar. Antes de comprar o capacete, veja se existe viseira de reposição daquele modelo à venda, porque viseira de outro capacete quase nunca encaixa.
- Cristal (transparente): a única que pode ser usada à noite, segundo a Resolução Contran nº 940/2022. Se você só vai ter uma viseira, que seja esta.
- Fumê e espelhada: ajudam no sol forte, mas são só para o dia. Quem roda de dia e volta à noite precisa levar a cristal ou ter um óculos solar interno.
- Óculos solar interno retrátil: uma lente escura que desce por dentro do capacete com uma alavanca. Resolve o problema de quem sai de dia e volta à noite, porque à noite você recolhe a lente e fica com a viseira cristal.
- Viseira com preparo para lente antiembaçante: tem dois pinos na parte de dentro para encaixar uma segunda lente, que cria uma câmara de ar e impede o embaçamento. Em dia frio e de chuva, faz muita diferença. Confira se a viseira vem com a lente ou só com o preparo.
- Tratamento antiembaçante e antirrisco de fábrica: ajuda, mas desgasta com o tempo e com limpeza errada.
Película de qualquer tipo é proibida na viseira e nos óculos de proteção pela mesma resolução. Isso inclui a película escura colada por cima de uma viseira cristal.
Mecanismo e troca
A maioria dos capacetes atuais tem troca rápida, sem ferramenta: você levanta a viseira até o fim e solta uma trava lateral. Peça para o vendedor mostrar como se faz antes de levar. Alguns modelos têm trava da viseira fechada e posição de "frestinha" para desembaçar no trânsito parado. Quando o mecanismo quebra, em geral existe kit de reparo, sem precisar trocar o capacete.
Fecho, forro e ventilação
- Engate micrométrico (catraca): prático, abre com uma mão e é muito comum em capacete urbano e de entrega.
- Duplo anel (duplo D): comum em capacete esportivo, segura bem e ajusta em qualquer ponto, mas dá mais trabalho para abrir de luva.
- Forro removível e lavável: para quem usa todo dia, é item obrigatório na minha lista. Bochecheiras removíveis permitem também ajustar o aperto com peças de outra espessura, quando o fabricante vende.
- Ventilação: entradas no queixo e no topo, saída na nuca. No calor brasileiro, faz diferença real. Teste se as aberturas fecham e abrem com luva.
- Ruído: capacete com boa vedação na viseira e no pescoço é mais silencioso. Em viagem longa, ruído cansa tanto quanto o peso.
Certificação, em poucas palavras
Todo capacete vendido no Brasil precisa ser certificado conforme as regras do Inmetro, que hoje remete à Portaria Inmetro nº 231/2021 e às normas complementares. Segundo o próprio Inmetro, certificações estrangeiras, como a DOT americana e a ECE europeia, não são reconhecidas: um capacete importado com selo de fora, sem certificação brasileira, não cumpre a regra. Você pode consultar a lista de capacetes certificados no site do Inmetro, buscando "capacetes" na consulta de produtos certificados. O passo a passo para conferir o selo e a etiqueta interna está no artigo como escolher capacete.
Acessórios para o capacete
- Intercomunicador: para conversar com a garupa, ouvir o GPS ou atender o telefone. Prefira capacete com nichos para os alto-falantes, que deixam o som mais claro e não apertam a orelha. Veja o guia de intercomunicador.
- Viseira reserva: uma cristal sobrando ou uma fumê para o dia.
- Lente antiembaçante: se a sua viseira tem os pinos, é o acessório que mais melhora o capacete por pouco esforço.
- Balaclava: protege o forro do suor, ajuda no frio e na higiene de quem divide o capacete. O guia de balaclava explica os tipos.
- Bolsa ou capa de capacete: evita riscos no transporte e poeira quando guardado.
- Suporte de câmera: prefira os de fixação adesiva própria para capacete e siga a orientação do fabricante. Nunca fure o casco.
Marcas encontradas no Brasil
Para dar exemplos, estas marcas vendem capacete no país: Pro Tork, Norisk, Bieffe, ASX, San Marino, X11 e Texx. A lista é só de exemplo e não é ranking: dentro de cada marca há modelos de entrada e de topo. O que decide é o capacete que você tem na mão: certificação do Inmetro, tamanho certo para a sua cabeça, viseira de reposição disponível e garantia.
Cuidados, limpeza e armazenamento
- Casca: água morna, sabão neutro e pano macio. Nada de álcool em excesso, solvente, querosene ou produto para painel de carro com silicone na viseira. O guia de produtos de limpeza mostra o que serve para moto e equipamento.
- Viseira: deixe um pano úmido em cima por alguns minutos para amolecer os insetos e só então limpe, sem esfregar seco. Pano de microfibra limpo, sempre. Viseira com antiembaçante de fábrica tem que ser limpa por fora; por dentro, só água e o pano, como o fabricante indicar.
- Forro: retire e lave à mão com sabão neutro, ou como manda o manual. Seque à sombra, nunca no sol ou no secador quente.
- Mecanismo da viseira e da queixeira: tire a poeira e, se o fabricante indicar, use o lubrificante recomendado.
- Guardar: em lugar seco, fresco e na sombra, longe de combustível e solvente. Não guarde virado de cabeça para baixo apoiado no forro, e não deixe as luvas dentro dele, porque o suor fica preso.
- Não pendure no retrovisor: o espelho pressiona a espuma interna e o capacete cai.
- Não reforme nem pinte: o Inmetro informa que, em capacete reformado, o fabricante não garante mais a conformidade com a norma, e a responsabilidade passa para quem usa.
Quando trocar
O Inmetro informa que o capacete não tem prazo de validade definido em lei, mas deve ser substituído depois de qualquer choque, mesmo sem dano visível, e que alguns fabricantes recomendam a troca a cada 3 ou 5 anos. Siga o que o manual do seu capacete diz. Fora isso, troque quando a casca trincar, a espuma esfarelar, o forro ceder a ponto de o capacete ficar folgado ou a cinta desfiar. Viseira riscada, forro gasto e mecanismo quebrado se resolvem com peça de reposição.
Erros comuns
- Comprar pelo visual sem conferir se existe viseira de reposição do modelo.
- Escolher aberto para estrada só porque é mais fresco.
- Rodar à noite com viseira fumê ou com o óculos solar interno abaixado.
- Colar película na viseira para "virar fumê".
- Andar com o modular de queixeira levantada.
- Limpar a viseira seca, com papel ou camiseta, e riscar em uma semana.
- Comprar capacete importado sem certificação brasileira, achando que o selo de fora vale aqui.
- Guardar o capacete no baú ao sol ou perto do escapamento.
O capacete é a parte mais importante do equipamento, mas não a única. Luva, jaqueta e calçado fechado completam a proteção: o guia de luvas é um bom próximo passo.
Perguntas frequentes
Capacete de fibra protege mais que o de plástico?
Não necessariamente. Os dois precisam passar pela mesma certificação. A fibra (de vidro, compósito ou carbono) costuma deixar o capacete mais leve, o que ajuda no conforto em viagens longas, mas o nível mínimo de proteção é o mesmo para qualquer capacete certificado.
Capacete com certificação europeia ou americana vale no Brasil?
Segundo o Inmetro, não: certificações estrangeiras, como DOT e ECE, não são reconhecidas. O capacete vendido no Brasil precisa da certificação brasileira, com selo e etiqueta interna.
Posso usar viseira fumê de dia e cristal à noite?
Pode. A Resolução Contran nº 940/2022 exige viseira cristal à noite. Durante o dia, a fumê de fábrica pode ser usada, mas película é proibida em qualquer horário. Se você não quer levar duas viseiras, um capacete com óculos solar interno retrátil resolve.
Vale a pena comprar capacete modular para entrega?
Para quem para muitas vezes por dia, ele é prático, porque você abre a frente para falar e conferir o pedido sem tirar o capacete. É um pouco mais pesado e o mecanismo pede cuidado. Para rodar, a queixeira precisa estar abaixada e travada.
Posso furar o capacete para colocar intercomunicador ou câmera?
Não. Furar o casco compromete a estrutura e a certificação. Use os nichos internos e os suportes adesivos ou de presilha indicados pelo fabricante do capacete e do aparelho.
Quanto tempo dura um capacete?
A lei não define validade. O Inmetro orienta a troca depois de qualquer choque e informa que alguns fabricantes recomendam trocar a cada 3 ou 5 anos. Siga o manual e troque antes se a casca, a espuma ou a cinta estiverem danificadas.