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Corrente de transmissão da Yamaha Factor 150

A medida de cada versão e ano da Factor 150, de 2016 a 2026, com o guia para escolher e trocar.

  • 4 versões
  • 4 gerações
  • 2016–2026

Corrente de transmissão mais comum

passo 428 | coroa 41 | pinhão 14 | 126 elos

Modelo
Yamaha Factor 150
Anos
2016 a 2026
Referências
2 diferentes, veja a tabela

Medidas da ficha de cada geração. Confira a linha da sua versão e ano, e o manual da sua moto, antes de comprar.

Lojas com corrente de transmissão para a Yamaha Factor 150

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Produtos de marca para a Yamaha Factor 150

Pela medida mais comum no modelo (passo 428 | coroa 41 | pinhão 14 | 126 elos) e pelas aplicações dos fabricantes. A medida muda entre versões e anos: confira a linha da sua na tabela.

Corrente de transmissão por versão e ano

VersãoAnosMedida
Factor 1502025–2026 passo 428 | coroa 41 | pinhão 14 | 126 elos conferido
Factor 150 DX2025–2026 passo 428 | coroa 41 | pinhão 14 | 126 elos conferido
Factor 150 ED2016–2024 passo 428 | coroa 39 | pinhão 14 | 124 elos conferido
Factor 150 E2016–2018 passo 428 | coroa 39 | pinhão 14 | 124 elos conferido

Cada linha leva à página da peça naquela geração, com as lojas e a ficha completa.

A corrente da Yamaha Factor 150: versão por versão

Não existe uma medida única da corrente para toda a Factor 150: o catálogo tem 2 referências. A que aparece em mais gerações (2 de 4) é passo 428 | coroa 41 | pinhão 14 | 126 elos.

Confira na tabela a linha da sua versão e do seu ano. A medida certa é a dessa linha, não a mais comum.

Lendo a medida: passo 428 é o padrão da corrente (distância entre os pinos e largura dos elos); coroa, pinhão e corrente precisam ser do mesmo passo; a coroa tem 41 dentes; o pinhão tem 14 dentes; a corrente tem 126 elos.

Na prática, a relação é de 2,93 para 1: o pinhão dá 2,93 voltas para a roda traseira dar uma. Pinhão maior ou coroa menor deixam a moto mais "longa" (menos giro na estrada, menos força na saída); o contrário deixa mais "curta".

Para que serve a corrente de transmissão da Factor 150

Toda a força do motor que chega ao pneu traseiro passa, elo por elo, pela corrente. Ela trabalha puxada na parte de cima, entre o pinhão e a coroa, e solta na parte de baixo. A folga desse trecho de baixo é o que permite à balança subir e descer sem a corrente ficar presa.

Existem dois tipos principais: a corrente sem retentor, que depende só do lubrificante aplicado por fora, e a corrente com retentor, que tem anéis de borracha (o-ring) entre as placas guardando graxa dentro das articulações. As duas são peças de desgaste e precisam de limpeza, lubrificação e regulagem.

A corrente na Factor 150: o que a ficha diz

Na ficha, a Factor 150 2016–2026 aparece como uma street de 149 cc. O câmbio é manual, com embreagem acionada no manete. O manete da embreagem puxa um cabo de aço até o motor. A força chega à roda traseira por corrente, que precisa de lubrificação e ajuste.

Na Factor 150, a corrente é barata e fácil de achar, e por isso muita gente descuida. Corrente seca e frouxa leva junto a coroa e o pinhão. O hábito de lubrificar toda semana compensa.

A Factor 150 tem freio traseiro a tambor. Toda regulagem da corrente desloca a roda e muda a posição da vareta do freio. Depois de ajustar a folga, confira o curso do pedal e se a roda gira livre.

Como saber se a corrente de transmissão precisa de troca

A corrente avisa antes de dar problema. Parte dos sinais aparece pilotando; a outra parte, com a moto apoiada, passando a mão pelos elos e girando a roda devagar.

  • Retentores ressecados ou faltando. Na corrente com retentor, olhe os anéis de borracha entre as placas. Anel rachado, achatado ou saindo do lugar deixa a graxa interna escapar e a sujeira entrar. A partir daí, ela gasta como corrente comum.
  • Placa trincada ou pino frouxo. Uma trinca numa placa ou um pino com folga já é motivo de troca imediata. Não vale emendar a corrente nesse ponto e seguir: o resto dela passou pelo mesmo esforço.
  • Corrente que entorta de lado. Segure a corrente no meio do trecho de baixo e tente dobrá-la para os lados. Uma corrente boa quase não cede. Se ela faz uma curva lateral grande, as articulações estão gastas e ela tende a sair do alinhamento.
  • Elos que não endireitam. Gire a roda e observe o trecho de baixo da corrente. Elo que sai do pinhão ou da coroa ainda dobrado, formando um "joelho", está travado por ferrugem ou por falta de lubrificação interna. Ele dá tranco a cada volta.
  • Comprimento acima do limite. Muitos manuais trazem o limite de comprimento para um trecho de elos. Medir com régua ou trena, com a corrente tensionada, tira a dúvida melhor do que o olho. Corrente acima do limite não volta ao normal com regulagem.

O que conferir antes de comprar a corrente de transmissão

A escolha da corrente começa no passo e termina na emenda. No meio, há detalhes de largura, vedação e linha de resistência que fazem diferença na vida dela.

  • Estado da coroa e do pinhão. Antes de comprar só a corrente, olhe os dentes da coroa e do pinhão. Corrente nova sobre dentes gastos não assenta, faz barulho e estica rápido.
  • Largura e espaço na moto. A corrente com retentor é um pouco mais larga por causa dos anéis entre as placas. Antes de trocar o tipo, confira se ela passa sem encostar no protetor, na guia da balança e na tampa do pinhão.
  • Com ou sem retentor. A corrente sem retentor é mais barata e mais leve de girar, mas depende inteiramente do lubrificante por fora. A com retentor, ou o-ring, guarda graxa dentro das articulações e costuma durar mais, desde que limpa com produto que não ataque a borracha.
  • Tipo de emenda. Pergunte qual emenda vem na caixa. A de presilha é prática e comum nas motos pequenas. A rebitada fica permanente e não se abre sem cortar. Se for de rebite, combine o serviço com quem tem rebitador.
  • Não confunda com a corrente de comando. Pedir "corrente da moto" pode dar confusão com a corrente de comando, que é interna. A de transmissão é a que fica à vista, entre o motor e a roda traseira.

A mesma referência em outros modelos

Fora da Factor 150, 3 outros modelos usam a mesma referência (relação 14/41 com corrente 428). Alguns deles:

Troca da corrente passo a passo

Trocar só a corrente é possível quando coroa e pinhão estão bons. O serviço pede corta-corrente, alicate de presilha ou rebitador, e atenção ao fechamento da emenda. Sem essas ferramentas, deixe com a oficina.

  1. Avalie coroa e pinhão. Confirme que coroa e pinhão estão em condições de receber uma corrente nova. Dentes simétricos e sem ponta afiada podem ficar; dentes gastos pedem o conjunto inteiro.
  2. Folgue a roda traseira. Apoie a moto com firmeza, afrouxe o eixo traseiro e empurre a roda para a frente pelos esticadores. Com folga sobrando, a emenda fecha sem esforço.
  3. Abra ou corte a corrente velha. Se a corrente tem presilha, tire a presilha e a placa do elo de engate. Se é rebitada, use o corta-corrente para empurrar um pino para fora. Esmerilhadeira só em último caso e longe de peças da moto.
  4. Meça e corte a corrente nova. Estenda a corrente nova ao lado da velha, ou conte os elos pela quantidade indicada para a sua moto. Lembre que a velha está alongada: conte elos, não compare só o comprimento. Corte o excedente com o corta-corrente.
  5. Passe a corrente pelo caminho certo. Siga o percurso da corrente antiga. Guia da balança, protetor e, em algumas motos, roletes ou guias perto da coroa precisam ficar do lado certo da corrente.
  6. Monte o elo de engate. Junte as pontas no meio do trecho de baixo, de preferência sobre a coroa. Na corrente com retentor, coloque os anéis de vedação que vêm com o elo de engate, um de cada lado, com a graxa do saquinho. Encaixe o elo pela parte de trás.
  7. Feche a emenda com segurança. Na emenda de presilha, a ponta fechada da presilha fica voltada para o sentido em que a corrente anda, e ela deve encaixar firme nos dois pinos. Na emenda rebitada, o rebitador forma a cabeça dos pinos; confira se ficou igual nos dois.
  8. Regule, alinhe e aperte o eixo. Regule a folga girando a roda para achar o ponto mais tenso, alinhe pelas marcas da balança e aperte o eixo com torquímetro. Contrapino ou trava nova, se a moto usar.
  9. Revise o freio, lubrifique e teste. Confira o freio traseiro, lubrifique a corrente nova, recoloque as tampas e rode devagar alguns minutos. Depois do primeiro uso, olhe de novo a folga e a emenda.

Corrente nova assenta nos primeiros usos, e a primeira regulagem vem cedo. Se ela continuar esticando rápido, desconfie de coroa ou pinhão gastos ou de roda desalinhada. Guarde a nota fiscal da corrente para a garantia.

Erros que encurtam a vida da corrente

Boa parte dos problemas com corrente vem de erro de montagem ou de manutenção, e não de peça ruim. Estes são os que mais aparecem.

  • Rebitar com martelo. Improvisar o rebite da corrente é um dos erros mais perigosos. Sem a ferramenta, a cabeça do pino não fica firme e a emenda solta com a força do motor.
  • Lubrificar com óleo queimado. Óleo queimado e graxa comum parecem resolver, mas viram uma pasta abrasiva e sujam tudo em volta. Lubrificante de corrente é feito para ficar nas articulações e não escorrer.
  • Tirar elo para ganhar regulagem. Quando o esticador chega ao fim, cortar um elo faz a regulagem voltar, mas a corrente continua alongada e os dentes, gastos. O fim do curso é o aviso de que a corrente acabou.
  • Esquecer os anéis do elo de engate. Os o-rings do elo de engate são pequenos e fáceis de perder. Sem eles, a emenda vira o ponto fraco de uma corrente que foi comprada justamente pela vedação.

Cuidados que fazem a corrente esticar menos

A vida da corrente é decidida pela manutenção. Limpeza, lubrificação e folga certa custam pouco e valem mais do que a escolha da marca.

  • Moto parada também pede atenção. Corrente de moto parada resseca e oxida. Uma lubrificação antes de guardar e uma revisão antes de sair protegem a peça e evitam tranco na primeira volta.
  • Água pede lubrificante de novo. Depois de rodar na chuva ou lavar a moto, a corrente fica desprotegida. Secar e lubrificar no mesmo dia evita os pontos de ferrugem que aparecem na manhã seguinte.
  • Produto compatível com retentor. Na corrente com o-ring, use lubrificante e limpador próprios para corrente com retentor. Solventes fortes, gasolina e thinner ressecam a borracha e tiram a graxa interna.
  • Limpe com escova macia. De tempos em tempos, tire a pasta de graxa velha e areia antes de lubrificar. Escova de náilon e produto próprio resolvem. Escova de aço risca as placas e pode arrancar os retentores.

Perguntas frequentes

Qual corrente serve na Yamaha Factor 150?

Depende da versão e do ano: há 2 referências. A mais comum é passo 428 | coroa 41 | pinhão 14 | 126 elos. Veja a linha da sua moto na tabela desta página.

Como saber o número de elos certo?

O número depende da relação montada e da balança. A loja informa pela aplicação, e muitas embalagens trazem a quantidade ao lado do passo. Também dá para contar os elos da corrente atual, marcando o primeiro com giz.

Qual a diferença entre corrente de comando e de transmissão?

Não. A de transmissão fica do lado de fora, entre o pinhão e a coroa, e leva a força até a roda. A de comando fica dentro do motor e gira o comando de válvulas. São peças e serviços diferentes.

A corrente está fazendo barulho. O que pode ser?

Quase sempre tem a ver com lubrificação ou folga. Se depois disso o barulho seguir, olhe a guia da balança, que pode estar gasta, e os dentes da coroa e do pinhão. Corrente alongada faz ruído mesmo regulada.

Posso usar elo de engate com clipe em qualquer moto?

Nas motos de baixa cilindrada, a presilha normalmente é a indicada. Nas maiores, em geral, o rebite é obrigatório. Trocar rebite por presilha nessas motos aumenta o risco de a corrente abrir.

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