Chicote elétrico de moto
Qual chicote elétrico serve na sua moto? Escolha a marca, o modelo e o ano para ver a página da peça na sua moto.
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Anunciar nesta páginaChicote elétrico por moto
Uma amostra das motos mais comuns. Para a sua, use “Qual é a sua moto?” no alto da página ou a busca.
Chicote elétrico de reposição por modelo
- Chicote elétrico da BMW G 310 GS 1 código
- Chicote elétrico da Honda CB 300F Twister 1 código
- Chicote elétrico da Honda CG 125 2 códigos
- Chicote elétrico da Honda CG 150 3 códigos
- Chicote elétrico da Honda CG 160 1 código
Cada página reúne os códigos de reposição da peça para o modelo, separados por versão e ano.
Para que serve o chicote elétrico da sua moto
Chicote elétrico é o nome do feixe de fios da moto, já montado com conectores, terminais, capas e fita. Ele sai de fábrica feito sob medida para o modelo e para a versão: o comprimento de cada ramal, a posição dos plugues e o número de fios dependem de a moto ter partida elétrica, injeção, freio a disco, painel com mais funções e assim por diante.
No balcão, ele aparece de algumas formas: o chicote principal completo, os chicotes parciais, como o do farol e o da lanterna traseira, e peças ligadas a ele, como os cabos positivo e negativo da bateria. Saber qual trecho deu problema é o que define a compra, e esse diagnóstico na maioria das vezes é serviço de eletricista de moto.
Como saber se o defeito está na fiação
Os sintomas abaixo apontam para fiação, conector ou chicote. Alguns pedem atenção imediata, porque fio aquecendo é risco de curto e de fogo.
- Cheiro de plástico queimado. Aquele cheiro de capa derretendo não é normal em nenhuma situação. Pode ser curto parcial, fio fino demais alimentando acessório ou conector com mau contato esquentando. Pare a moto, desligue a bateria e procure um eletricista.
- Fio derretido ou capa ressecada. Capa grudada em outra, fio com plástico bolhado ou conector deformado mostram que houve calor demais naquele ponto. O trecho perdeu isolamento e pode encostar no quadro a qualquer momento. Pede reparo bem feito ou troca do ramal.
- Falha que muda ao virar o guidão. Farol, pisca ou buzina que funcionam com o guidão reto e falham ao virar indicam fio rompido por dentro da capa, quase sempre na região da coluna de direção, onde o chicote dobra o tempo todo.
- Fusível que queima de novo. Quando o fusível vive queimando, o problema não é o fusível. Há um ponto em que o fio perdeu a capa e encosta no quadro, ou um acessório puxando mais corrente do que aquele circuito aguenta.
- Várias falhas ao mesmo tempo. Pisca fraco, painel apagando e buzina rouca juntos, com bateria boa, costumam apontar para um caminho comum: aterramento solto, conector principal oxidado ou trecho do chicote principal danificado.
- Conector esverdeado ou frouxo. Abra os conectores mais expostos, como os do farol, da lanterna e da bateria. Oxidação e terminal folgado são campeões de defeito intermitente e fazem o conector esquentar com o tempo.
- Moto que morre num buraco. Desligamento em piso irregular é sintoma clássico de contato que abre com a vibração. Antes de culpar ignição ou injeção, verifique os terminais da bateria, o conector da chave e o plugue principal do chicote.
- Bateria descarregando com a moto parada. Se a bateria nova também descarrega com a moto parada, desconfie de algo puxando energia. Gambiarra de alarme ou de som ligada sem passar pela chave é a causa mais vista no balcão.
- Sinais de roedor ou de emenda antiga. Fita isolante velha, fio de outra cor no meio do chicote e emenda torcida sem solda são heranças de serviços antigos. Vale revisar esses pontos, porque costumam ser a origem das falhas que vão e voltam.
Como escolher o chicote certo para a sua moto
Com o diagnóstico feito, a escolha fica bem mais simples. Estes são os detalhes que um balconista experiente pergunta antes de separar o chicote.
- Chicote principal ou ramal. Se o dano está só no farol, na lanterna ou num pisca, procure o chicote parcial daquele trecho. O chicote principal completo só faz sentido quando o estrago é espalhado, como depois de um curto grande, princípio de incêndio ou ataque de roedor.
- Modelo, ano e versão. Versões diferentes da mesma moto costumam ter chicotes diferentes. Com o número do chassi e o código da peça, a loja acha o chicote da sua versão sem chute.
- Conectores iguais aos da moto. Chicote certo encaixa em todos os componentes sem adaptação. Se sobrar plugue ou faltar ligação, a peça é de outra versão e não deve ser montada.
- Espessura e qualidade dos fios. Fio mais fino do que o necessário esquenta com a corrente do farol ou da partida. Compare a espessura dos fios principais com os do chicote antigo e desconfie de peça com fios muito finos e capa mole.
- Cores e identificação. Verifique se as cores dos fios batem com as do chicote antigo e com o esquema elétrico. Cor trocada leva a ligação errada e a horas de procura depois.
- Cabos da bateria positivo e negativo. Se o problema está entre a bateria, o relé e o quadro, a peça pode ser só o cabo positivo ou o negativo. Confira o comprimento e o tipo de terminal pela aplicação, porque cabo curto fica esticado.
- O que vem junto. Chicote costuma vir só com fios e conectores. Porta-fusível, relés, soquetes de lâmpada e presilhas podem ficar por conta do antigo. Saiba disso antes de desmontar tudo.
- Nota e condição de troca. Peça elétrica nem sempre tem devolução depois de instalada. Antes de montar, compare o chicote novo com o antigo lado a lado, ainda fora da moto. Guarde nota e embalagem.
Troca do chicote elétrico passo a passo
O chicote mexe com tudo o que é elétrico na moto, e um fio no lugar errado pode queimar módulo ou causar curto. Por isso, a troca do chicote principal é serviço de oficina. Veja como ela deve ser feita.
- Confirmar onde está o defeito. Antes de comprar, o trecho com defeito precisa ser identificado. Medição de continuidade, teste de queda de tensão e inspeção visual mostram se o problema é localizado ou espalhado.
- Desligar a bateria. Chave desligada e cabo negativo solto antes de mexer em qualquer conector. Com o chicote energizado, um fio encostando no quadro durante a desmontagem já é curto.
- Fotografar e marcar. Antes de soltar, fotografe o caminho do chicote, a posição das presilhas e cada conector. Etiquetas de fita nos plugues ajudam muito na montagem, principalmente perto do farol, onde tudo se junta.
- Abrir os acessos. Conforme a moto, saem banco, tampas laterais, tanque, carenagens e a carcaça do farol. Solte as travas plásticas com calma e guarde os parafusos separados por peça.
- Soltar os conectores pela trava. Um a um, os conectores saem pela trava. Abraçadeiras são cortadas com cuidado para não ferir fios que vão ficar. O chicote antigo sai inteiro, sem puxões.
- Passar o novo pelo mesmo caminho. Caminho certo é metade do serviço. Chicote fora da rota encosta em peça quente, fica esticado no esterço ou é prensado pelo tanque, e o defeito volta.
- Ligar conectores e aterramentos. Cada plugue entra até travar, conferindo pelas fotos e etiquetas. Os pontos de massa no quadro e no motor ficam limpos e bem apertados, porque aterramento ruim imita defeito de chicote.
- Testar tudo antes de fechar. Antes de recolocar tanque e carenagens, teste cada função elétrica, inclusive com o guidão esterçado. Depois, rode alguns minutos e confira se nenhum ponto do chicote esquentou.
Troca de chicote principal é serviço de eletricista de moto, com manual e multímetro. Guarde a nota da peça e do serviço. Se a moto voltar a dar falha, essa informação ajuda a separar defeito de montagem de defeito da peça.
Como evitar problemas no chicote
Quase todo chicote danificado foi vítima de alguma intervenção ou descuido. Estes hábitos mantêm a fiação inteira e afastam o risco de curto.
- Acessórios com ligação própria. Alarme, som, tomada USB, farol auxiliar e rastreador devem ter ligação própria, com fusível perto da bateria e, quando a corrente pede, relé. Puxar energia de qualquer fio do chicote sobrecarrega o circuito e derrete a capa.
- Emenda bem feita, quando inevitável. Se um fio precisar de reparo, a emenda deve ser soldada ou feita com terminal adequado e coberta com termorretrátil. Fio torcido com fita isolante oxida, solta e esquenta.
- Cuidado na lavagem. Jato de alta pressão em conectores, caixa de fusíveis e farol força água para dentro dos terminais. Lave a parte elétrica com pouca pressão e deixe secar antes de guardar.
- Presilhas e abraçadeiras no lugar. As presilhas mantêm o chicote longe de quinas, peças quentes e partes móveis. Se alguma quebrou, troque. Abraçadeira apertada demais também corta a capa.
- Distância do calor. Calor é o maior inimigo da capa dos fios. Lâmpada mais forte do que a indicada esquenta o soquete e, junto com ele, o chicote do farol.
- Conectores limpos e protegidos. Um conector limpo hoje evita uma pane amanhã. Terminais da bateria e plugues do farol e da lanterna merecem uma olhada a cada revisão.
- Fusível do valor certo. Use sempre o fusível com a amperagem indicada para cada circuito. Fusível mais forte deixa passar corrente que o fio não aguenta, e quem queima passa a ser o chicote.
- Moto guardada longe de roedores. Roedor rói chicote, principalmente em moto parada. Se a moto ficou meses guardada, examine a fiação sob o banco e perto do motor antes de dar a partida.
Erros que estragam o chicote
Boa parte dos chicotes que chegam à oficina foi estragada por intervenção, não por desgaste. Estes são os erros mais comuns.
- Gambiarra de alarme e som. Ligar alarme, som ou tomada cortando e torcendo fios do chicote é a principal causa de fio derretido, bateria descarregando e falha sem explicação. Acessório pede ligação própria, com fusível.
- Colocar fusível mais forte. Fusível queimando é aviso. Colocar um maior é como desligar o alarme de incêndio. Ache o curto antes de qualquer coisa.
- Trocar o chicote inteiro sem diagnóstico. Comprar o chicote principal porque "deve ser a fiação" é caro e muitas vezes não resolve. O defeito pode ser um conector, um aterramento ou o próprio componente.
- Adaptar chicote de outra versão. Usar chicote de outra versão e adaptar conectores leva a funções que não funcionam, luzes acendendo errado e emendas por todo lado. A aplicação precisa ser a da sua moto.
- Puxar conector pelos fios. Puxar o plugue pelos fios solta o terminal de dentro do conector. O fio parece ligado, mas o contato fica fraco e esquenta. Sempre destrave e puxe pelo corpo do conector.
- Mexer com a bateria ligada. Desmontar ou emendar fios com o negativo ligado é pedir faísca, fusível queimado e até dano a módulos. O negativo sai antes de qualquer serviço elétrico.
- Ignorar o cheiro de queimado. Cheiro de capa derretendo é sinal para parar, não para chegar em casa e ver depois. Desligue a bateria e procure um eletricista.
Perguntas frequentes
Precisa trocar o chicote inteiro?
Depende de onde está o defeito. Muitos problemas se resolvem com um chicote parcial ou um conector novo. Um eletricista de moto, com medição, diz se o principal está comprometido ou se um trecho basta.
O chicote derreteu. Dá para emendar?
Pode ter, quando o dano é pequeno e a causa foi corrigida. Fios grudados uns nos outros ao longo de um trecho grande perderam o isolamento e podem causar curto de novo. Nesse caso, a troca é o caminho.
Como ligar alarme sem estragar o chicote?
Acessório nunca deve pegar energia de qualquer fio do chicote. O certo é um ramal novo, com fusível do valor certo, seguindo o caminho do chicote e preso nas presilhas. Assim a fiação da moto não fica sobrecarregada.
Fusível queima toda hora: o que pode ser?
Algum fio daquele circuito está encostando na massa, ou algum consumidor puxa corrente demais. Os suspeitos mais comuns são fio descascado perto do guidão, soquete de lâmpada em curto e acessório mal ligado. Não troque por fusível maior.
Posso usar o chicote de outra versão?
Só se a aplicação incluir a sua moto e a sua versão. Chicote de outro modelo pode até ter conectores parecidos, mas comprimentos, cores e ligações mudam. Adaptar cria emendas e falhas. Compre pelo código da peça.
Posso trocar o chicote em casa?
Um ramal simples, como o da lanterna, dá para trocar com cuidado, bateria desligada e fotos de tudo. O chicote principal passa pela moto inteira e envolve tanque, farol e módulos. É serviço de eletricista de moto.
Moto desliga sozinha na lombada: é fiação?
Desligar em piso irregular aponta para contato que abre com o tranco. Comece pelos cabos da bateria e pelos conectores principais. Se a falha aparecer ao mexer neles com a moto ligada, o culpado está ali.
Saiu fumaça da fiação. E agora?
Desligue tudo na hora e afaste-se se houver chama. Com a bateria desconectada, procure o ponto escurecido ou derretido. Rodar assim é arriscado; leve a moto para avaliação de um eletricista.
Rato roeu a fiação. Precisa trocar o chicote?
Depende da extensão. Dois ou três fios roídos têm reparo. Estrago espalhado, com capa comida em vários trechos, pede chicote novo, porque cada emenda é um ponto a mais de falha.