Rotor do magneto de moto
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Anunciar nesta páginaRotor do magneto por moto
Uma amostra das motos mais comuns. Para a sua, use “Qual é a sua moto?” no alto da página ou a busca.
Rotor do magneto de reposição por modelo
- Rotor do magneto da BMW G 310 GS 1 código
- Rotor do magneto da BMW G 310 R 1 código
- Rotor do magneto da Honda Biz 125 1 código
- Rotor do magneto da Honda Bros 160 1 código
- Rotor do magneto da Honda CB 300F Twister 1 código
- Rotor do magneto da Honda CG 150 1 código
- Rotor do magneto da Yamaha Lander 250 1 código
Cada página reúne os códigos de reposição da peça para o modelo, separados por versão e ano.
Rotor do magneto: a parte que gira no gerador da moto
O rotor do magneto, que muita gente chama de volante do magneto ou só de volante, é a peça em forma de copo que fica presa na ponta do virabrequim, atrás de uma tampa lateral do motor. Por dentro ele tem ímãs permanentes fixados na parede. Quando o motor funciona, o rotor gira em volta do estator, que é fixo, e o movimento dos ímãs perto das bobinas gera a energia da moto.
Do lado de fora, o rotor costuma ter um ressalto que passa diante da bobina de pulso e marca o momento da ignição. E, por ser pesado, ele também ajuda o motor a girar de forma mais redonda, guardando inércia entre uma explosão e outra.
Quando desconfiar do rotor do magneto
Defeito no rotor costuma ter causa mecânica: ímã soltando, chaveta cortada, porca frouxa. Repare nos sinais abaixo e leve a moto à oficina antes que o estrago aumente.
- Barulho metálico no lado do magneto. Ruído de metal raspando do lado do gerador não é normal. Ímã descolado gira junto com o rotor e vai riscando as bobinas a cada volta. Quanto mais você roda, maior o prejuízo.
- Ímãs soltos ou trincados. Ímã com folga, rachadura ou pedaço faltando compromete a geração e ameaça o estator. Essa é uma das poucas falhas do próprio rotor, e a solução é a peça nova.
- Estator com marcas de raspagem. Marca de atrito no estator é sinal de que o rotor saiu da posição em algum momento. A causa precisa ser encontrada antes da montagem, ou a peça nova vai sofrer do mesmo jeito.
- Motor fora do ponto de repente. A moto passou a pegar mal, dar estouros, perder força ou não pegar, sem outra causa clara. Se a chaveta cisalhou, o rotor gira um pouco em relação ao virabrequim e a referência da ignição muda. As marcas de ponto mostram isso.
- Coice no pedal ou na partida. Tranco forte na partida, que antes não acontecia, pode ser o ponto de ignição deslocado. Rotor com chaveta cortada é uma das causas a investigar.
- Carga da bateria caindo. A bateria descarrega, mas o regulador e o estator medem bem. Em casos menos comuns, ímã danificado, rotor fora da posição ou folga excessiva reduzem a energia gerada. O rotor entra na lista depois das peças elétricas.
- Ressalto do pulso danificado. Moto falhando com bobina de pulso nova pode ter o problema no outro lado da história: o ressalto do rotor. Batida ou raspagem deformam a peça e estragam o sinal.
- Muita limalha nos ímãs. Os ímãs atraem partículas de metal do óleo. Um pouco é comum; uma camada grossa indica desgaste interno no motor e pode fazer o estator raspar. Limpe e investigue a origem.
Volante do magneto: o que conferir antes de comprar
Nem sempre é preciso trocar o rotor inteiro. Muitas vezes o problema está na chaveta, na porca do magneto ou na vedação da tampa, que são vendidas separadas. Veja o que conferir.
- Diagnóstico com a tampa aberta. O rotor só deve ser condenado depois de examinado: ímãs, cone, rasgo da chaveta e ressalto do pulso. Barulho e falha de ignição têm outras causas, e a avaliação na oficina evita comprar peça cara à toa.
- Modelo, ano e motor. Informe modelo, ano e, se possível, o código da peça. Motores da mesma família podem ter rotores diferentes por causa da injeção, do farol ou da partida. O código desfaz a dúvida.
- Cone e rasgo da chaveta. O furo cônico do rotor precisa casar com a ponta do virabrequim, e o rasgo da chaveta precisa estar na mesma posição em relação ao ressalto. Diferença aqui muda o ponto de ignição.
- Ressalto do pulso. Confira quantos ressaltos o rotor tem e onde ficam. Motos injetadas costumam ter vários dentes, lidos pela central; carburadas, em geral, um só. Rotor com ressalto diferente deixa a moto sem ignição correta.
- Com ou sem roda livre. Pergunte se o rotor vem com a roda livre da partida montada. Se não vier, confira o estado da sua antes de transferir: aproveitar a abertura para resolver as duas coisas sai mais barato.
- Chaveta e porca novas. A chaveta é pequena e barata, e a porca do magneto também costuma ter reposição separada. Chaveta marcada ou porca com rosca cansada não devem voltar ao motor. Compre as duas junto com o rotor, ou mesmo sem ele.
- Junta e vedações da tampa. Abrir a tampa do magneto pede junta nova e, em alguns motores, anéis de vedação próprios. Reaproveitar a vedação velha é vazamento de óleo logo depois do serviço.
- Peso e rotores aliviados. O peso do rotor faz parte do projeto do motor. Trocar por um aliviado pode deixar a moto nervosa em baixa e com marcha lenta instável. Não é uma melhoria para uso comum.
- Rotor usado. Rotor de desmanche pode ser saída, desde que examinado de perto: ímãs firmes e sem trinca, cone liso, rasgo da chaveta sem deformação e ressalto inteiro. Exija nota e procedência.
Como é feita a troca do rotor do magneto da sua moto
A sequência abaixo mostra o que deve ser feito. Ela ajuda a acompanhar o serviço, que precisa do manual de serviço e das ferramentas da sua moto.
- Confirmar o defeito. Antes de abrir, a oficina mede o sistema de carga e a bobina de pulso e, se for o caso, confere o ponto pelas marcas. Com a tampa aberta, examina ímãs, ressalto e estator para confirmar que o rotor é o problema.
- Bateria, óleo e tampa. Com a parte elétrica desligada e o óleo controlado, a tampa do magneto é removida. Em muitas motos o estator vai preso nela, e o fio precisa ser desconectado antes.
- Travar o rotor e soltar a porca. O rotor é segurado com ferramenta própria de travamento enquanto a porca central é solta. Nada de travar o motor pelo pistão, com improvisos ou com chave apoiada nos ímãs.
- Sacar com o saca-rotor. O saca-rotor é rosqueado na rosca do centro do rotor e, apertando o parafuso central, empurra a ponta do virabrequim até o cone soltar. Cada motor tem o seu. Nada de martelo nem de saca de garras puxando pela borda.
- Recuperar a chaveta e examinar. Com o rotor fora, a chaveta é retirada do rasgo do virabrequim e examinada. O cone do virabrequim e o do rotor precisam estar lisos, sem marcas de giro. Se a roda livre for montada atrás, também é conferida.
- Limpar cones e ímãs. Os dois cones são limpos e deixados secos, sem óleo ou graxa, salvo orientação diferente do manual. Os ímãs do rotor que vai ser montado são limpos de limalha.
- Montar com chaveta nova. A chaveta vai assentada no rasgo, e o rotor entra alinhado com ela, sem bater. Depois vêm a arruela e a porca, com o rotor travado pela ferramenta e aperto no torque indicado no manual de serviço.
- Conferir, fechar e testar. Gira-se o motor com a mão para conferir que nada raspa e que as marcas de ponto batem. A tampa volta com junta nova, o óleo é completado e a moto é testada: partida, carga da bateria e ausência de ruído.
Se o barulho ou a falha continuarem com o rotor novo, a causa pode estar no rolamento do virabrequim, na roda livre da partida ou no próprio virabrequim. Peça para a oficina mostrar o que encontrou e guarde a nota da peça e do serviço.
Como fazer o rotor do magneto da sua moto durar
Quase todo dano no rotor do magneto nasce de uma desmontagem malfeita ou de um descuido com o motor. Estes cuidados evitam a maioria deles.
- Só oficina com saca-rotor. Antes de autorizar o serviço, pergunte se a oficina tem o extrator certo. Parece detalhe, mas é o que separa uma troca simples de um motor aberto.
- Óleo em dia. Trocar o óleo no prazo reduz a sujeira metálica que os ímãs atraem. Menos limalha é menos risco de raspar o estator.
- Limpeza a cada abertura. Aproveite qualquer serviço na tampa do magneto para uma olhada no rotor: ímãs firmes, sem limalha e sem marca de raspagem.
- Barulho investigado logo. Ruído novo vindo do lado do magneto pede parada e avaliação. Ímã solto que gira por muitos quilômetros destrói o estator e pode danificar a tampa.
- Rotor fora da moto com cuidado. Quando o rotor sai, ele vira um ímã forte em cima da bancada. Embale ou guarde em local limpo até a montagem, para não juntar sujeira metálica.
- Tampa protegida de tombos. A tampa é a única coisa entre o rotor e o chão numa queda lateral. Tampa trincada deixa entrar sujeira e pode vazar óleo. Troque se estiver danificada.
Erros comuns com o rotor do magneto
A maior parte dos rotores e virabrequins danificados não falhou sozinha: foi vítima de desmontagem errada. Estes são os erros mais vistos na oficina.
- Sacar o rotor no martelo. Bater no rotor ou na ponta do virabrequim para soltar o cone danifica rosca, rolamentos e ímãs. O rotor se tira com saca-rotor rosqueado, próprio para ele.
- Puxar pela borda com saca de garras. O rotor não foi feito para ser puxado pela borda. Saca de garras entorta o copo e estraga a peça que você queria aproveitar.
- Reaproveitar chaveta marcada. A chaveta custa pouco e define a posição da ignição. Marcada, cortada ou com folga no rasgo, ela vai para o lixo e dá lugar a uma nova.
- Montar com cone sujo. Óleo, graxa ou sujeira no cone impedem o travamento firme. O rotor pode escorregar, cortar a chaveta e mudar o ponto. Cones limpos e secos, salvo orientação diferente do manual.
- Aperto da porca no chute. Porca do magneto frouxa deixa o rotor escorregar; apertada demais pode danificar a rosca do virabrequim. O aperto é o do manual de serviço, com o rotor travado pela ferramenta.
- Colar ímã solto. Remendar ímã com cola é economia que dura pouco. Quando ele soltar outra vez, o estrago leva junto o estator.
- Trocar o estator e ignorar o rotor. Quem troca o estator por raspagem sem olhar o rotor costuma voltar à oficina rápido. As duas peças devem ser avaliadas juntas.
Perguntas frequentes
O que é o volante do magneto?
São a mesma coisa. O nome volante vem do peso da peça, que ajuda o motor a girar de forma mais uniforme. Rotor é o termo técnico, usado nos manuais e catálogos.
Para que serve a chaveta do rotor?
Ela é a referência de posição do rotor. Quebrada, deixa a ignição fora do tempo. O conserto pede sacar o rotor, trocar a chaveta e examinar os cones, que podem ter sido marcados.
Dá para tirar o rotor do magneto sem extrator?
Precisa. O rotor fica preso por um encaixe cônico muito firme, e a forma correta de soltar é com o saca-rotor próprio do motor, rosqueado no centro da peça. Martelo e saca de garras danificam rotor, ímãs e virabrequim.
Posso colar o ímã do volante do magneto?
Não é indicado. A fixação dos ímãs é feita em fábrica e precisa aguentar muito calor, vibração e rotação. Rotor com ímã solto deve ser substituído, e o estator, examinado antes de fechar a tampa.
A bateria não carrega. Pode ser o rotor?
Pode, mas é menos comum. Antes, meça bateria, regulador retificador e estator, que são as causas mais frequentes. Se tudo estiver bom e a carga continuar baixa, vale examinar os ímãs e a posição do rotor.
Volante do magneto de outro modelo serve?
Só se a aplicação confirmar. Cone, posição da chaveta, ressalto do pulso, diâmetro e peso precisam ser os do seu motor. Rotor diferente pode raspar no estator, deixar a moto fora do ponto ou sem sinal de ignição.
Barulho na tampa do magneto é perigoso?
Não é bom continuar. Raspado metálico no magneto costuma ser ímã soltando, porca frouxa ou rotor fora da posição. Leve a moto à oficina, de preferência sem rodar muito, para o estrago não chegar ao estator.
A troca do rotor do magneto é serviço de oficina?
É serviço de oficina. Exige ferramenta de travamento, saca-rotor do modelo, torque do manual na porca, chaveta nova e junta da tampa. Um erro na montagem pode tirar o motor do ponto ou danificar o virabrequim.